Life is Strange

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ESTE REVIEW NÃO CONTÉM SPOILERS

Meu computador está começando a sofrer os efeitos de um longo tempo sem formatação misturado com uma tempestade de instalações e desinstalações brutais. Para um jovem membro do mundo da tecnologia isso é um pouco lamentável. Enquanto isso, estamos chegando na época de festas de fim de ano, então mais uma vez faz-se necessário abrir um bloco de notas para fazer contas e anotações sobre presentes. Um destes presentes seria com certeza um bom jogo e felizmente não levei muito tempo para encontrar o adequado: Life is Strange. Antes de entregar porém, meu sexto-sentido sombrio me alertou e recomendou que eu jogasse antes. Geralt of Rivia com certeza ficou irritado, já que estou retardando minha jornada em The Witcher (sim, o primeiro) a um longo tempo, entretanto garanto que ele irá entender pela urgência da situação.

Life is Strange é um jogo episódico desenvolvido pela DONTNOD Entertainment e publicado pela Square Enix, no qual se assume o papel de Max, uma estudante de fotografia de uma cidade americana. Durante uma situação de tensão, ela adquire poderes de alterar o tempo/espaço.

A jogabilidade e as mecânicas são extremamente simples e envolvem apenas movimentação pelos cenários, cliques em objetos/pessoas para interação e a tecla TAB para acessar o diário de Max que contém informações sobre personagens, progresso, etc. Life is Strange foi feito utilizando a Unreal Engine e apenas estas mecânicas são mais do que suficientes para o jogo, um belo exemplo de manter apenas o necessário.

O verdadeiro brilho está na história que apresenta diversos personagens extremamente ricos e uma narrativa bem amarrada e interessante. Mais de vinte personagens são encontrados durante o jogo, todos com personalidade bem definida e diálogos bem construídos sem informações desnecessárias que possam causar momentos de sonolência.

Durante a história são abordados diversos temas bem sérios e que trazem discussões no mundo todo, facilmente pessoas mais sensíveis derramarão lágrimas com esse jogo. O único ponto que considerei um pouco chato foi uma cena do final que se arrasta por tempo demais e força o uso de algumas mecânicas.

Muitas escolhas são apresentadas durante o jogo e praticamente todas são bem importantes pela capacidade de alterar o curso da história e o destino dos personagens. Sem dúvidas esse aspecto foi trabalhado minuciosamente até pelas introduções e finais de cada um dos cinco capítulos que prometem dar um bom nó mental.

Life is Strange é bem agradável graficamente. Os personagens são facilmente identificados e apresentam uma movimentação boa, mas apesar disso algumas de suas expressões são bem pobres e para um jogo com essa densidade de narrativa é um problema. Com certeza esse ponto poderia ser mais bem trabalhado.

Creio que seja tudo o que posso falar sem entrar em detalhes específicos e possivelmente spoilers, então deixo apenas uma fortíssima recomendação. Definitivamente não é meu estilo de história, mas com a mesma certeza digo que é uma verdadeira obra-de-arte e quem tiver o mínimo interesse deve dar uma chance. Caso desejem alguma informação mais específica podem entrar em contato e farei o possível para responder. Sugestões e críticas construtivas também são muito bem-vindas.

Até a próxima o/

Caio “Tyghorn” Victor

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