Review: Jogo – Bioshock 2

980_1468771718Hoje terminei Bioshock 2, pela segunda vez. Foi bom relembrar o meu título favorito da série até o momento, já que ainda não joguei Bioshock: Infinite. Não pretendo fazer uma Review detalhada sobre o jogo já que fazem mais de cinco anos desde o seu lançamento, pretendo apenas apontar os elementos que mais me chamam atenção.

— ALERTA DE SPOILERS —

Diferente do primeiro, no qual o protagonista é um sujeitinho mirrado chamado Jack, dessa vez temos controle de Subject Delta, um Big Daddy com Drill, plasmids e outras armas o suficiente para começar a terceira guerra. Só de saber quem é o protagonista já serviu para anular completamente a ponta de terror que está presente no primeiro. Alguns Splicers ainda tentam rondar pelas sombras para pegá-lo desprevenido, ainda existem os camaradas Big Daddys protegendo suas “filhas” e existem as velozes e letais Big Sisters, mas basta lembrar quem é o protagonista para quase sentir pena dos que se colocam em seu caminho.

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Nem pensaria em trocar porrada com um desses no corpo-a-corpo no primeiro jogo, mas para o azar dele, esse é o segundo…

Bioshock 2 também me pareceu razoavelmente mais violento que o primeiro. A arma inicial, o Drill, é potente o suficiente para derrubar camaradas de trabalho e fazer uma bagunça agradável nos Splicers comuns. Sempre há o risco de se tomar algumas porradas, mas bastam dois segundos com o botão do mouse pressionado para pintar o chão e as paredes de vermelho.

Bioshock 2 também é mais letal. É necessário ficar esperto quase o tempo todo para usar os kits médicos já que dois tiros de shotgun bem colocados podem deixar Delta às portas da morte. Os inimigos são mais perigosos também, como os Brutes, que demoram para cair e podem dar um bom trabalho; os Houdini Splicers, que se comportam precisamente como magos no primeiro jogo de Witcher, ou seja, apenas teleportam-se e soltam bolas de fogo; e os Big Daddys e Big Sisters que sempre dão trabalho e costumam dar uma baixa na sua munição.

A história e ambientação do jogo continuam excelentes, a decaída Rapture agora é palco para uma psicóloga que deseja conduzir um experimento macabro e criar o avatar do altruísmo utilizando uma das Little Sisters como recipiente. Para o azar da doutora Sofia Lamb, a escolhida foi a filha de Delta, que pertence a uma série especial de Big Daddys, a chamada Alpha Series, que possuem forte vínculo com uma Little Sister em específico. Resumindo todo o jogo, Bioshock 2 é a história de vingança/resgate de um pai enfurecido por terem sequestrado sua filha

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Acho que até já assisti isso…

Como no primeiro jogo, diversas gravações estão espalhadas pelos níveis contando os acontecimentos que levaram até a situação atual, inclusive sua relação com os eventos de Bioshock, mesmo que sejam poucos.

Achei interessante a disposição e uso de recursos do Bioshock 2. É preciso fazer um belo esforço para ficar sem munição, mas é comum trocar de arma o tempo todo, seja para aproveitar melhor um tipo de munição ou simplesmente porque o máximo que se pode carregar é pouco. Era bastante comum para mim utilizar duas ou três armas diferentes em um confronto simples com inimigos. Enquanto se está descarregando uma arma é normal adquirir munição para as outras, mantendo um boa rotação de armamentos.

Sendo um Big Daddy, Bioshock 2 lhe da a opção de fazer “seu serviço” ao adotar Little Sisters (Logo após você moer seus pais de porrada…) e mandá-las extrair ADAM de cadáveres específicos. Durante o processo, hordas de inimigos surgem para se aproveitar do momento de vulnerabilidade das crianças, então, como bom pai, você precisa dar um jeito na situação que geralmente é bem perigosa. Foi em uma dessas missões de proteção que descobri meu gosto pela Spear Gun, que não apenas mata boa parte dos inimigos com um tiro na cabeça como os deixa pendurados pelas paredes como troféus.

As últimas horas de jogo são bastante empolgantes, foi quando resolvi parar de explorar tanto para chegar em um momento específico:

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Qual pai não ficaria feliz quando sua filha se junta a carnificina com ele?

A princípio tinha pensado em fazer um final diferente do que o da primeira vez que joguei, mas acabei seguindo pelo mesmo caminho para começar Bioshock: Infinite com os eventos frescos na memória.

Com aquela velha mania de conservar as armas e munições mais poderosas para quando for necessário, cheguei na luta final com minha amada Spear Gun, Shotgun e Granade Launcher bem carregados. Quase não dava pra ver direito em quem eu estava atirando, mas funcionou muito bem e com aproximadamente 12 horas de tempo total terminei mais uma vez Bioshock 2 com mais um final bonzinho.

Peso na consciência, na próxima vou banhar Rapture em sangue…

4

Caio “Tyghorn” Victor

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