Review: Jogo – Rogue Legacy

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Com muito mais suor do que o esperado e alguns xingamentos que com certeza fizeram os vizinhos pensarem que sou maluco (mais uma vez), terminei Rogue Legacy, esse pequeno, fascinante e infeliz platformer roguelike indie desenvolvido pela Cellar Door Games. Esperava encontrar um passa-tempo tranquilo, mas corri o risco de quebrar meu controle algumas vezes enquanto me aventurava pelo Castelo Hamson e encontrava a morte das formas mais ridículas possíveis. Rogue Legacy traz um ambiente e estilo de jogo nostálgicos, misturados a uma jogabilidade e mecânicas atuais simples e bem boladas. Uma pérola altamente recomendada.

Review sem Spoilers

Em Rogue Legacy, o(a) jogador(a) controla um(a) cavaleiro(a) que deve desbravar o Castelo Hamson, onde a muito tempo um Príncipe adentrou em busca da cura para seu Rei doente. O castelo trata-se de uma dungeon procedural repleta de inimigos, armadilhas e tesouros. O castelo consiste de quatro áreas: A primeira, que é o castelo em si; A Floresta à direita; O Maya acima e a Dungeon abaixo. Cada área é vigiada por um chefe e todos devem ser derrotados para se abrir a porta dourada, logo na entrada, que leva ao chefe final. Parece pouco, mas Rogue Legacy é bastante letal e requer muita habilidade para ser vencido. Os comandos são bem simples e incluem apenas pular, atacar com a espada, lançar a magia do personagem e usar a habilidade especial da classe.

Eis que aí mora uma das grandes mecânicas do jogo. Ao morrer, o jogador pode retornar ao castelo depois de escolher um(a) dos(as) três herdeiros(as) gerados(as) aleatoriamente, criando uma verdadeira árvore genealógica. Com o tesouro do(a) falecido(a) personagem, o(a) jogador(a) pode comprar novas armas e armaduras no ferreiro, runas mágicas na feiticeira ou upgrades para a mansão, que aumentam vida, ataque, concedem alguns bônus extras e habilitam novas classes para serem sorteadas entre os(as) herdeiros(as).

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As classes modificam os atributos gerais e concedem uma habilidade única, que faz uma enorme diferença enquanto se explora a dungeon. Esteticamente elas são todas comicamente iguais a cavaleiros, com alguns detalhes característicos. Os Bárbaros possuem grande quantidade de vida e chifres no elmo, os Ninjas tem pouquíssima vida, mas um ataque muito poderoso e uma bandana semelhante ao anime Naruto, entre outras. Além das habilidades e características da classe, os(as) herdeiros(as) possuem algumas peculiaridades interessantes que podem ajudar ou atrapalhar. Dentre elas existe o transtorno de Alzheimer que impede o(a) jogador(a) de acessar o mapa, Gigantismo que deixa o personagem bem maior, Glaucoma que obscurece a vista, etc.

Após gastar o tesouro arduamente conquistado pelo(a) personagem anterior, é hora de entrar novamente no castelo, mas não sem antes pagar uma singela taxa a Charon, o guardião do portão que pede nada menos do que toda sua fortuna restante, então nada de acumular montanhas de dinheiro para comprar os upgrades e armas mais poderosos, é necessário ir fundo na dungeon para ser capaz de obté-los (embora existam meios de contornar de leve isso). Claro, como disse anteriormente e como está bem claro na parte roguelike de Rogue Legacy, o castelo é procedural o que leva a uma organização de salas, armadilhas, inimigos e tesouros sempre diferente.

Dentre os desencontros do castelo Hamson, existem algumas surpresas bem interessantes. Uma delas são os mini-chefes que são versões mais poderosas de inimigos comuns e guardam valiosos tesouros em algumas salas. Outra são os Fairy Chests, salas com desafios que se derrotados garantem acesso a um baú especial com Blueprints de equipamentos ou Runas. Os desafios incluem derrotar todos os inimigos na sala (alguns geralmente só podem ser derrotados com habilidades específicas), alcançar o baú sem receber dano e até alcançar o baú em 5 segundos.

O jogo tem uma história simples que pode ser encontrada em diários espalhados pelo castelo pelo Príncipe onde ele descreve sua jornada em busca da cura para o Rei. Esses diários podem dar algumas dicas valiosas do que pode ser encontrado no lugar.

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Mesmo com todas as armas, upgrades e poderosas classes a disposição, a habilidade é o carro-chefe do Rogue Legacy que requer ótimos reflexos e estratégia por parte dos(as) jogadores(as). Todos os inimigos, incluindo os chefes, possuem ataques muito simples, na maioria das vezes fáceis de serem previstos, mas nem por isso devem ser subestimados, principalmente ao encontrar um grupo grande.

Depois de derrotar os quatro chefes das áreas, o caminho para o último chefe se abrirá, concedendo ao jogador(a) os últimos capítulos do diário e revelando toda a história. Rogue Legacy também conta com um sistema de New Game+, permitindo o retorno a um Castelo Hamson muito mais perigoso e recheado de mais tesouros para aqueles(as) que desejam fazer a jornada mais uma vez.

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Rogue Legacy é um jogo bem divertido e desafiador, principalmente para alguém de poucas habilidades como eu. Foram vários os momentos em que morri faltando apenas alguns poucos golpes para derrotar um chefe, ou faltando algumas moedas a mais para comprar um upgrade importante. Tive que compensar com farm para comprar peças mais poderosas. O sistema de classes e características muda o modo de jogo a todo instante, fazendo você tomar uma atitude mais corajosa com Bárbaros e Paladinos, mais estratégica com os Magos ou modo ganância total com o Spelunker que recolhe mais moedas. A briga com o último chefe foi bem difícil, principalmente com suas desagradáveis surpresas, mas depois de penar por um bom tempo ele foi derrotado pela paladina gigante. Não, não pretendo voltar lá para o New Game+, existem outros jogos na minha enorme lista, quem sabe em outro dia…

Caio “Tyghorn” Victor

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