Review: Filme – Wonder Woman (2017)

WW Cape

Eu lutarei por aqueles que não podem lutar por si mesmos.

Acompanhando a dramática sequência de filmes de heróis que se tornaram tão populares nos últimas anos, Wonder Woman alcançou os cinemas nacionais nessa sexta-feira. dia 02/06/2017. O filme tem como protagonista a famosa e antiga heroína da DC Comics, a Princesa Amazona Diana, conhecida como Mulher Maravilha. Sendo filha de Zeus, Diana tem vastas capacidades físicas e um arsenal de armas e armaduras mágicas da mitologia grega, tornando-a tão forte quanto o SuperMan. Como uma terrível pessoa que leu quase nada de HQ’s, o pouco que conheço sobre a personagem veio de histórias de amigos e aleatoriedades na internet, de modo que não posso dizer o quão fiel o filme dirigido por Patty Jenkins é em relação a obra original, mas vamos concordar que essa não é uma característica comum em filmes do tipo.

Dessa vez não cheguei a ver nenhum comentário sobre o quão bom ou quão ruim é o filme, o que me deixou um pouco surpreso já que havia um bom interesse por parte dos fãs nele. Sendo uma personagem misteriosa demais para mim, pelas razões ditas acima, não pretendia ir ao cinema, mas um convite de última hora mudou as coisas. Apesar de alguns comentários sobre a estatura e massa não adequados da protagonista interpretada por Gal Gadot, fiquei feliz com o que assisti. Mesmo não sendo marcante, WW não me atingiu com nenhuma falha grave que venha a comprometer tudo, como certos desencontros entre morcegos e não-aviões.

Alerta!

Aos mais sensíveis, existem Spoilers abaixo!

Wonder Woman (2017) na verdade acompanha Diana em seus tempos atuais, onde ela recebe uma foto antiga de uma de suas batalhas, enviada por Bruce Wayne com um pedido para ela contasse sua história algum dia. A história principal então se inicia, narrando a história da pequena Diana na ilha Themyscira, uma terra de amazonas que lutaram no passado contra Ares, o Deus da Guerra, e os humanos por ele manipulados. Fascinada pelas histórias de batalha e pelos treinamentos de guerreiras, Diana deseja se tornar uma amazona, porém sua mãe e rainha da ilha, Hippolyta (Connie Nielsen) a proíbe temendo uma espécie de profecia acerca do futuro da filha. Indo de encontro a isso, Antiope (Robin Wright) inicia o treinamento de Diana e tenta convencer a rainha do destino da garota, que acaba aceitando e ordenando um treinamento especial.

Inesperadamente, o piloto britânico Steve Trevor (Chris Pine) encontra a ilha ao cair de seu avião, sendo perseguido por um grupo de inimigos alemães. Após a batalha na qual Antiope morre, as amazonas interrogam Steve que revela sua posição como espião e os planos da Alemanha, por ele desvendados, de terminar a grande guerra com armas químicas produzidas pela Dra. Maru (Elena Amaya). Após algumas discussões, Diana decide libertar Steve, contanto que ele a leve para a guerra onde supostamente pode encontrar e derrotar o Deus da Guerra Ares com a lendária espada Matadora de Deuses.

Durante a jornada, Dianna chega a cinzenta cidade de Londres onde é apresentada aos “costumes civilizados” e encontra os generais e comandantes de Steve que se recusam a fazer um ataque à fábrica de armas químicas alemã por estarem negociando um armistício, sem saber que o General alemão Lundendorff (Danny Huston) planeja um violento ataque com gás mostarda no front. Para cumprir com sua parte do acordo e ajudar Diana, Steve recruta secretamente alguns companheiros para uma arriscada missão, sendo eles Sameer (Saïd Taghmaoui), Charlie (Ewen Bremner) e “O Chefe” (Eugene Brave Rock). O esquema é descoberto por Sir Patrick (David Thewlis), um dos comandantes responsáveis por negociar o armistício com a Alemanha, que resolve ajudar a equipe de forma extraoficial.

WW Action

Depois de vislumbrar os terrores da guerra, Diana resolve tomar a iniciativa e parte para libertar um vilarejo ocupado pelos inimigos junto com seus companheiros. A missão continua um dia depois, porém ela perde a oportunidade de matar o General Lundendorff, o qual ela acredita fortemente ser o Deus Ares disfarçado. Abandonando sua equipe, Diana avança contra a base alemã e finalmente mata o General, mas ao perceber que a guerra não havia terminado como deveria, passa a questionar-se sobre seu destino e as escolhas cruéis da humanidade. O verdadeiro Ares, que era ninguém menos que Sir Patrick, mostra as caras e entra em um épico combate com Diana, enquanto seus companheiros invadem a base para destruir as bombas de gás mostarda.

Durante o confronto, Steve rouba o avião bombardeiro e sacrifica-se heroicamente ao explodi-lo no ar, longe de inocentes, o que leva Diana a enraivecer-se e derrubar diversos soldados, para o deleite de Ares. Depois de lembrar do amor de Steve, Diana se recompõe e derrota Ares, dando fim à guerra.

WW DianaWW não é excepcional, na verdade me pareceu um filme de herói padrão, porém sem histórias espalhafatosas ou reviravoltas complicadas. As falhas do filme acabam se situando mais em detalhes de cenas, como demoras desnecessárias e slow-motions em momentos um pouco estranhos. As brigas são boas, mostram bem a habilidade marcial da personagem assim como a enorme força de vontade dos soldados alemães que não entendem o fato de Diana defender-se de balas e tiros de canhão. A luta final contra Ares foi ótima, com o vilão usando peças e armamentos do ambiente para atingir a protagonista de várias formas diferentes. Durante o filme senti falta de ver Diana utilizando sua espada para cortar o que estivesse na frente, mas tive que consentir calado após notar a classificação PEG-13.

Por um momento temi que a heroína fizesse um discurso sobre as pessoas lutarem para mudar as coisas e esquecesse o fato dela conseguir derrubar tanques com socos, o que facilita demais as palavras, mas isso não aconteceu e ela permaneceu bem no lugar de símbolo de esperança para sua equipe. O fluxo de WW me pareceu bem sólido, sem se apegar demais a nenhum momento e nem deixar pontas sem entendimento. Os personagens foram distinguidos o suficiente para serem bem reconhecidos e úteis à trama, acredito que pelo fato de nenhum jogar bumerangues. A trilha sonora do filme realmente me cativou, principalmente a música tema que havia sido apresentada anteriormente em Batman vs Superman: Dawn of Justice (2016).

Depois de um tempo anunciado, imaginei que WW poderia se tornar um furacão de polêmicas, mas isso não apenas não aconteceu como o filme mostrou-se bem interessante, talvez trazendo um fôlego extra aos heróis da DC que andavam cambaleantes, principalmente depois de Batman vs Superman e o bombardeado Suicide Squad (2016). Para os que se importam com isso, Wonder Woman (2017) recebeu nota 8.4 no IMDB e 93% no Rotten Tomatoes. Como não fiz isso no cinema, agora pegarei minha pipoca e aguardarei os comentários sobre isso.

Caio “Tyghorn” Victor

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