Review: Filme – Pirates of Caribbean: Dead Men Tell No Tales (2017)

GUARDIANS OF THE GALAXY 2 Trailer © 2016 Marvel/Disney - www.Th

“Vida de Pirata.”

Yo Ho! Apostaria meus tesouros enterrados como houveram pessoas se contorcendo quando a Disney anunciou o quinto filme da franquia Piratas do Caribe. Pelo que notei, o gosto de um ótimo primeiro filme andou pela prancha nos três seguintes, especialmente em Pirates of Caribbean: At World’s End (2007) onde eu tive sérios problemas em entender a trama, apesar dos personagens divertidos. O Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) retorna no que me parece bem solidamente ser o último filme da franquia, para enfrentar fantasmas do passado, procurar artefatos mágicos e cruzar o caminho de bruxas e monstros. Quase o mesmo enredo de minhas aventuras de Dungeons & Dragons!

Alerta!

Aos mais sensíveis, existem Spoilers abaixo!

Pirates of Caribbean: Dead Men Tell No Tales (2017) tem início alguns anos depois dos filmes anteriores, quando um garoto que revela-se como filho de Will Turner (Orlando Bloom) encontra o lendário Flying Dutchman com o objetivo de libertar seu pai que está preso pela eternidade. Não conseguindo, o garoto Henry Turner (Lewis McGowan como criança) parte prometendo encontrar um meio de fazê-lo. Mais um avanço de alguns anos e encontramos o lendário Jack Sparrow em mais uma de suas cômicas desventuras que para variar termina em um fiasco total, fazendo seus poucos marinheiros, incluindo o Mr. Gibbs (Kevin McNall), abandoná-lo.

Enquanto isso, mais alguns personagens são apresentados. O Capitão Salazar (Javier Bardem), vilão da história, comanda um aterrador navio-construto e precisa da bússola mágica de Jack Sparrow para se libertar de uma região que pode ser mais descrita como Mar dos Mortos. Henry Turner (Brenton Thwaites como adulto) continua sua busca e descobriu que o Tridente de Poseidon pode quebrar a maldição de seu pai, mas acaba sendo capturado como desertor e corre risco de execução. Carina Smyth (Kaya Scodelario) surge como uma astrônoma que está desvendando o mesmo mistério do Tridente, mas é acusada de bruxaria e está para sofrer mais um terrível destino. Em uma barganha particularmente ruim, Sparrow troca sua bússola, libertando o Capitão Salazar que passa a percorrer os mares destroçando todos os piratas que encontra, mas buscando principalmente o Capitão Jack para poder vingar-se. As histórias de Carina, Henry e Sparrow acabam se entrelaçando e os três veem o Tridente como única forma de solucionar seus problemas.

DeadPirates

Com a inquisição marítima de Salazar, quem se prejudica bastante é o Capitão Hector Barbossa (Geoffrey Rush), que vem passando longos anos de fartura com riquezas e uma grande frota de piratas. Após consultar uma verdadeira Shansa (Golshifteh Farahani), uma verdadeira bruxa, Barbossa também passa a buscar o Tridente, mas acaba sendo abordado por Salazar que o poupa após uma negociação. Nesse momento, o vilão relembra a história de como foi um cruel caçador de piratas no passado e como foi enganado e morto por um jovem e desconhecido Jack, também narrando como deu o apelido e sobrenome Sparrow ao protagonista ao vê-lo em um dos mastros do navio.

Depois de muitas ameaças, batalhas e traições entre piratas, Sparrow, Barbossa, Carina e Henry unem-se para fugir de Salazar enquanto seguem o mapa astral que leva ao lendário artefato. Nessa jornada, Barbossa descobre que Carina é sua filha através de deduções de Sparrow, mas ambos mantêm segredo. Em uma batalha final, o Tridente é encontrado e destruído para que todas as maldições do mar sejam desfeitas. Salazar é morto assim como Barbossa. Em um final que resolve todos os problemas e deixa todos felizes, Henry e Carina ficam juntos, libertam Will Turner, Jack Sparrow tem o Pérola Negra para voltar a se aventurar e tudo termina bem Disney.

Pirates

Com toda sinceridade, Dead Men Tell No Tales é um filme bem divertido. Apesar de uma trama bem simples ela é sólida, com exceção de uns dois pedaços desnecessários. Qualquer pessoa mais acostumada com as possibilidades de histórias do tipo consegue predizer os acontecimentos. O que talvez tenha faltado era uma boa batalha de navios um pouco mais autêntica. Isso foi trocado por tubarões-zumbi, piratas-fantasmas, navio-monstro, um golem e a busca por um artefato mágico. Como disse, tudo o que encontraria em uma aventura de D&D. Também fez falta uma briga boa de espadas.

Não deixando nada a desejar, existem vários momentos cômicos, principalmente no início do filme, uma característica marcante de Jack Sparrow. Música, ambientação e efeitos são fantásticos, o que deveria ser minimamente esperado de uma companhia como a Disney. Em alguns momentos o filme chega a ser uma verdadeira explosão de cores, incomodando um pouco até a mim.

Toda a história principal de Pirates of Caribbean foi concluída com sucesso neste quinto filme, mas nada impede a produção de outros títulos com aventuras isoladas de Jack Sparrow, ou talvez até histórias do passado. Não acredito que nenhum dos dois esteja sendo cogitado, mas sempre é bom não duvidar. Pirates of Caribbean: Dead Men Tell No Tales (2017) recebeu nota 7.0 no IMDB e desastrosos 29% no Rotten Tomatoes. Savvy?

Caio “Tyghorn” Victor

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