Review: Filme – Thor: Ragnarok (2017)

Thor Title

“Eu sou Thor, filho de Odin.”

Eu sempre soube que um dia esse esquema de pontuação que uso no título iria me complicar… enfim…

Mais um filme de herói que sai do forno para podermos presenciar aquela maravilhosa discussão pela internet entre os que odiaram, os que gostaram e os “seres superiores” que retraem um pouco a cabeça dizendo que foi razoável enquanto tentam argumentar logicamente. Thor: Ragnarok (2017) chegou para marcar o terceiro filme da série focada no herói da Marvel baseado na mitologia nórdica. Um ótimo filme de fantasia espacial, com tiros, batalhas de naves, viagens galáticas, magia e uma pitada bem leve de Marvel e mitologia.

Alerta!

Aos mais sensíveis, existem Spoilers abaixo!

Thor: Ragnarok mostra o que estava ocorrendo com o herói deus dos trovões enquanto os demais se digladiavam em Captain America: Civil War (2016). Atormentado por visões da destruição de sua terra natal, Asgard, pela profecia do Ragnarok, Thor (Chris Hemsworth) sai para procurar as joias do infinito e descobrir o que pode vir a acontecer. Após derrotar Surtur (voz por Clancy Brown), o gigante de fogo que trará destruição ao seu reino, o herói descobre que seu pai Odin (Anthony Hopkins) foi exilado, enquanto seu meio-irmão Loki (Tom Hiddleston) aproveita os prazeres da realeza. Ao procurar o paradeiro de seu pai, Thor e Loki encontram-se brevemente com Doctor Strange (Benedict Cumberbatch) que os informa que ele se encontra na terra, abrindo um portal para a dupla de deuses.

Odin morre poucos momentos após o encontro, deixando para os filhos uma terrível profecia que seu fim resultaria no retorno de Hela (Cate Blanchett), deusa da morte e primogênita de Odin que havia sido presa devido a sua grande ambição de conquista. Ocorre que justamente nesse momento, Hela surge e, após uma péssima tentativa de negociação, facilmente derrota os dois deuses, mandando-os através do espaço-tempo para um lugar desconhecido.

 

A dupla chega até o planeta de Sakarr, uma espécie de ponto onde lixo e coisas perdidas de todo o universo vão parar. Lá encontram o Grão-Mestre (Jeff Goldblum), senhor do lugar, uma Valquíria (Tessa Thompson), guerreira de elite das forças de Asgard, além do próprio Hulk/Bruce Banner (Mark Ruffalo), que se tornou um gladiador campeão no esporte do Grão-Mestre. Thor é capturado como gladiador enquanto Loki consegue escapar do destino e ganhar o favor do Grão-Mestre, permanecendo livre.

Thor hulk

Enquanto Thor tenta bolar um plano para fugir de Sakaar e retornar a sua terra, Hela se proclama rainha e começa a espalhar terror entre os habitantes em busca da espada de Heimdall (Idris Elba), capaz de abrir a ponte planar Bifrost para suas conquistas. Após algumas lutas, juramentos e desacordos entre os personagens, Thor, Loki, Hulk e a Valquíria, retornam para confrontar Hela, porém seu poder é proveniente da própria Asgard, o que a torna extremamente poderosa. Como único meio de derrotar a vilã, Thor vê se na obrigação de cumprir o Ragnarok e libertar Surtur em sua terra natal enquanto leva seu povo para os confins do universo em uma nave, dando fim ao reinado de Hela.

Como seria esperado, Thor: Ragnarok (2017) é um filme com muitos efeitos especiais bonitos e coloridos, além de mostrar cenários e seres fantásticos. A câmera ajuda bastante a mostrar tudo em ângulos bem claros, principalmente as brigas, que por sinal são bem divertidas. Nesse ponto a luta de Thor e Hulk me deixou bem satisfeito, pois houve uma boa troca de socos e golpes com armas.

Não há nada extraordinário na história, na verdade ela é bem previsível para qualquer um que raciocine um pouco sobre os fatos. Tudo parece uma grande história de ficção científica espacial misturada com seres fantásticos, o que acaba deixando o filme um pouco sem personalidade. Fenrir sendo atrasado pela rajada de uma metralhadora giratória enquanto gladiadores espaciais alienígenas lutam contra o exército de Draugrs (mortos vivos nórdicos) de Hela é uma batalha bem psicodélica e divertida, mas a partir dai qualquer coisa aparenta poder acontecer.

A trilha sonora ajuda a deixar as coisas ainda mais surreais. O tema principal do herói é Immigrant Song do Led Zepellin, e em várias batalhas o que se escuta é algo muito semelhante a música pop sintetizada dos filmes de ação dos anos 80. Fiquei sem saber se era um Sci Fi moderno ou algo como Blade Runner. Como também seria de se esperar, o filme tem muito humor, daqueles bem bestas como personagens caindo após uma épica declaração, insultos abobalhados ou pausas na ação para mostrar algo de engraçado.

Toda essa mistura faz com que Thor: Ragnarok seja um filme simplesmente divertido. Brigas de violência moderada, muito humor, efeitos coloridos e uma história direta. Buscar qualquer coisa além disso é perda de tempo. O filme serve também para alinhar os fatos do universo dos filmes da Marvel com uma briga com Thanos, já que em uma de suas famosas cenas de pós-crédito os personagens encontram o que parece ser uma gigantesca nave do vilão. Thor: Ragnarok (2017) recebeu nota 8.2 no IMDB e 93% no Rotten Tomatoes, confesso que fiquei impressionado, acho que nunca vou entender como essas notas são calculadas.

Caio “Tyghorn” Victor

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